Friday, March 18, 2005

Jardim de Poesia

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Andréa Motta

Thursday, February 17, 2005

Tempestade

"Tingindo de saudade os devaneios"*
espanto o cinza-escuro da saudade
e volto a ter o ardor da mocidade
e deixo explodir-me o amor nos seios

esqueço as nuvens feias, tempestade
que varre estes meus dias e me afoga
esqueço o barco que perdido voga
nos mares tenebrosos da maldade

e volto a ser menina no teu braço
e no teu peito esqueço o meu cansaço
deixando-me embalar no teu amor

é pena que esta noite sempre acabe
que a chuva forte o teto meu desabe
e eu me afogue em sofrimento e dor.

lisieux
BH - 16.02.05 - 13h17m

Friday, February 11, 2005

Insulação

Orvalhado ao som dos gemidos do rio,
singra desgovernado um escaler de papel.
Quando cai a noite, serenado aporta imaculado
no desembarcadouro do imaginário.


Deixa atrás de si a cartilha,
onde aprendeu o beabá.
Imigrante no mundo da fantasia
finalmente respira aliviado.


Agora é livre,
viril escandescente.
Nada lhe diminui e assusta.
Já não é igara
já não vaga perdido na noite.


A perda súbita da consciência
sub-roga o fado de tristezas
por natas experiências.
Empírico, sem disfarces
tem a certeza de que não mais soçobrará.


Andréa Motta
23/01/05

Tuesday, September 07, 2004

Longa Manus

20040903-russia.jpg


Sentinelas de pedra, vendadas,
                           protagon (i) zam
                                                 n
                                                 á
                                                 b
                                                 i
                                                 l  estratégia:
                                      colhem pétalas negras!



Andréa Motta
05/09/04


Nota: Dedicado aos moradores de Beslan-Rússia.

Wednesday, September 01, 2004

Natureza Íntima

Sou pedra plantada.
Quando pedra,sou dura,
implacável com as palavras.

Sou água a correr.
Quando água,sou como um riacho sereno
a deslizar em silêncio.

Sou vulcão em constante erupção.
Quando vulcão,sou imaginação.
Trago na pele, no rosto e,
na alma a cor da paixão.

Sou cigana livre de preconceitos.
Sou nômade,vivo as margens dos rios
minh' alma tem asas brancas e vermelhas,
p'ros vôos desta vida incerta.

Tenho os olhos tristes e a voz embargada,
em simultâneo a alegria d'uma criança.
No peito trago contudo,a inabalável certeza
de amar-te eternamente.


Andréa Motta
(julho/03)